20 de janeiro, 2008 - 23h09 GMT (21h09 Brasília)
Um dos principais líderes do Partido Democrata dos Estados Unidos, o senador Charles Schumer, disse neste domingo que o pacote de estímulo à economia americana proposto pelo presidente George W. Bush (republicano) poderá estar pronto até o início de março.
Schumer, presidente da Comissão Econômica do Senado, afirmou em entrevista à TV americana Fox News que já há um acordo bipartidário de que o pacote deve ser voltado para cortes de impostos - como Bush propôs na sexta-feira.
"Estou otimista de que podemos ter um pacote formulado, assinado e pronto para ser implementado até o dia primeiro de março", disse Schumer.
Segundo ele, os dois partidos sabem que a economia americana vai mal e precisa de estímulo.
O senador democrata ressalvou, porém, que ainda há divergências sobre quem deverá se beneficiar desses cortes.
Para Schumer, qualquer proposta que não favoreça a população de baixa renda não faz sentido.
Tanto democratas como republicanos têm dito que as medidas devem ser implementadas o mais rápido possível para afastar o risco de uma recessão da economia americana.
'Pacote especial'
Bush afirmou na sexta-feira que as medidas que encaminhou ao Congresso compõem "um pacote especial com ênfase em incentivos fiscais para os negócios e cortes de impostos para os americanos deve ser posto em prática".
O presidente ainda disse que o pacote teria de ser grande o suficiente para surtir um efeito "na grande e dinâmica" economia americana - ou cerca de 1% do PIB do país (US$ 145 bilhões), na avaliação do presidente.
"Para manter nossa economia caminhando e criando empregos, o Congresso e nosso governo precisam trabalhar juntos para executar um pacote de crescimento econômico o mais rápido possível", disse Bush, ao anunciar o esperado pacote.
Ele previu que a economia continuará a crescer, mas em um ritmo mais lento do que em anos anteriores.
As ações de Wall Street caíram após o anúncio na sexta-feira, em um sinal de que o pacote não afastou, pelo menos entre os investidores, os temores de uma desaceleração maior da economia e de retração do PIB americano.
Esses temores são atribuídos à crise no mercado imobiliário americano e a problemas nos mercados financeiros globais.