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14 de janeiro, 2008 - 15h04 GMT (13h04 Brasília)

Diana 'pensou em se casar com médico'

O ex-mordomo da princesa Diana, Paul Burrell, declarou, durante um depoimento à Justiça britânica nesta segunda-feira, que a princesa pensou em se casar com o cirurgião cardíaco Hasnat Khan, que foi seu namorado entre 1995 e 1997.

De acordo com Burrell, Diana conversou com ele sobre uma tentativa de organizar uma cerimônia particular para o casamento.

Segundo o ex-mordomo, que trabalhou com a princesa por mais de dez anos, não se sabe se Khan tinha conhecimento sobre estes planos.

Burrell afirmou ainda que chegou a conversar com o padre de sua paróquia sobre um possível casamento entre uma mulher cristã e um homem muçulmano.

"Diana estava mais apaixonada por ele que por qualquer outro homem", disse Burrell durante o depoimento.

Segundo o ex-mordomo, os dois tiveram "um relacionamento extremamente sério" que durou dois anos. Ele disse que, durante este período, Khan visitava o Palácio de Kensington - residência de Diana em Londres - com freqüencia, até a separação do casal, em julho de 1997.

Dodi

Além de prestar depoimento sobre os sentimentos da princesa com relação ao cirurgião, Burrell afirmou ainda que não acredita que Dodi Al-Fayed era "o homem da vida" de Diana.

De acordo com Burrell, o relacionamento era "uma amizade muito nova que se desenvolveu para algo mais", disse. "Era um relacionamento de apenas 30 dias. A princesa tinha acabado de terminar o relacionamento com alguém que gostava muito. Eu sei disso porque estava lá e vi", afirmou o ex-mordomo.

Sobre o aparente anel de noivado que Dodi teria dado à Diana, "não era um anel de noivado, mas um símbolo de amizade", disse.

O ex-mordomo afirmou que Diana tomou o cuidado de usar o anel no quarto dedo de sua mão direita, e não esquerda, para não causar a impressão errada sobre o uso da jóia.

Segundo Burrell, Diana teria dito: "Preciso de casamento assim como preciso de uma alergia".

Burrell afirmou ainda que, caso estivesse ficado noiva de Al-Fayed, Diana teria contado a sua amiga íntima, a embaixatriz brasileira Lucia Flecha de Lima, ou "alguém em quem ela confiasse como confiava em mim", disse.

O novo inquérito sobre as mortes da princesa Diana e de seu namorado, Dodi Al-Fayed, num túnel de Paris, foi reaberto há mais de três meses e está previsto para ser concluído em março.

Burrell deve continuar a ser interrogado, em particular sobre uma nota da princesa Diana enviada a ele que teria dito que o príncipe Charles "planejava um acidente" com o carro dela.

O mordomo também deve ser interrogado sobre uma conversa que teve com a rainha Elizabeth 2ª, em que teria recebido o seguinte alerta: "Existem forças em ação neste país sobre as quais não temos conhecimento".

Em 2002, Burell, que trabalhou mais de 20 anos para a família real, foi inocentado da acusação de ter roubado pertences da princesa Diana.