12 de janeiro, 2008 - 09h58 GMT (07h58 Brasília)
O presidente americano, George W. Bush, disse neste sábado que a esperança está voltando ao Iraque depois da operação de segurança implantada no ano passado com o envio de 30 mil soldados extras.
“O Iraque é agora um lugar diferente de um ano atrás”, disse Bush durante visita a uma base militar americana no Kuwait. “Nós precisamos fazer todo o possível para garantir que 2008 traga um progresso ainda maior.”
Bush disse que a retirada de 20 mil soldados do país até julho continua planejada, mas que nenhuma decisão foi tomada sobre a retirada de mais tropas do Iraque.
Segundo ele, novas reduções no número de soldados dependerão das condições no país, e caberá ao comandante das forças americanas no Iraque, general David Petraeus, decidir se isso será possível.
Situação
Durante a visita à base de Arifjan, Bush falou com alguns dos 15 mil soldados estacionados no local e se encontrou com o general Petraeus e com o embaixador dos Estados Unidos no Iraque, Ryan Crocker.
Os dois informaram o presidente sobre a situação de segurança no país.
Petraeus deverá fazer um novo relato a Bush em março.
A base de Arifjan abriga uma equipe de inteligência que monitora a situação no Afeganistão, Oriente Médio e no chifre da África.
A visita ao local faz parte do giro do presidente americano pelo Oriente Médio, no qual já se encontrou com líderes israelenses e palestinos em Israel e na Cisjordânia.
'Missão impossível'
Bush segue agora para o Barein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
O objetivo é tentar encorajar esses países a apoiarem o presidente palestino Mahmoud Abbas nas negociações com os israelenses.
Segundo o enviado da BBC à Cidade do Kuwait, Matthew Price, trata-se da segunda fase do que muitos consideram uma “missão impossível”.
Um dos problemas, segundo correspondentes, é que países do Golfo como o Kuwait estão mais preocupados com a relação entre o Irã e os Estados Unidos do que com o confronto entre os israelenses e palestinos.
Espera-se que líderes da região digam a Bush que querem que as tensões com o Irã sejam resolvidas de forma pacífica, e não com intervenções militares.