10 de janeiro, 2008 - 10h58 GMT (08h58 Brasília)
Um extremista suicida explodiu uma bomba na cidade de Lahore, no Paquistão, e deixou pelo menos 22 mortos e cerca de 60 feridos, na grande maioria policiais, na manhã desta quinta-feira.
O alvo do ataque era um grupo de policiais reunidos em frente ao prédio da Alta Corte de Lahore, pouco antes de um protesto convocado contra o governo, segundo autoridades.
O autor do atentado detonou a bomba depois de ser interpelado pela polícia. O ataque ocorreu em meio à extrema tensão política no país, após o assassinato da ex-líder da oposição Benazir Bhutto, no fim de 2007.
A explosão ocorreu pouco antes do meio-dia (hora local), no período de maior movimento no tribunal.
Devastação
Uma emissora de televisão local exibiu cenas de devastação na área em frente ao prédio.
"A explosão foi horrível e várias pessoas, inclusive oficiais de polícia, estavam estirados mortos no chão", disse Tariq Javed, que passava pelo local na hora do atentado, à BBC.
Até agora, nenhum grupo assumiu a autoria do atentado.
O policial Jameel Ahmed disse à agência de notícias Reuters que o autor do ataque era um homem jovem que chegou ao local da explosão de moto.
"Ele estacionou a moto e andou até os policiais, onde se explodiu", disse Ahmed.
Segundo a polícia, a explosão foi planejada para causar o máximo de danos.
Risco maior
O chefe da polícia da cidade, Malik Mohammad Iqbal, disse que todas, menos uma das vítimas, eram policiais.
Os oficiais estavam reunidos do lado de fora da Alta Corte pouco antes do protesto convocado por advogados contra o governo de Pervez Musharraf.
Desde o ano passado, o Paquistão tem registrado um aumento de atentados suicidas.
Segundo o Ministério do Interior, foram mais de 50 atentados suicidas no ano passado, que causaram a morte de pelo menos 3 mil pessoas.
Autoridades do governo alertaram para um aumento do risco de atentados em Lahore às vésperas do início do Moharram, mês sagrado para os xiitas.