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09 de janeiro, 2008 - 20h43 GMT (18h43 Brasília)

da Redação da BBC Brasil

Boeing terá que provar que novo avião é à prova de hackers

A Boeing foi ordenada pela autoridade que controla e monitora a segurança aérea nos Estados Unidos a comprovar que o sistema de vôo do seu novo avião, o 787 Dreamliner, é a prova de invasão por parte de eventuais hackers entre os seus passageiros.

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) teme que o sistema de computadores da nova aeronave possa ser vulnerável e que terceiros poderiam assumir o controle sobre a nave.

Os temores surgiram com uma reportagem da revista especializada Flight International, que disse que "as novas capacidades de conectividade podem resultar em vulnerabilidades em sistemas fundamentais do avião".

A Boeing, por sua vez, afirmou que está em diálogo constante com a FAA para resolver a questão.

"Já chegamos a um acordo com a FAA a respeito da documentação, análise e demonstrações necessárias para obedecer a estas condições especiais", afirmou a companhia.

"A finalização destas atividades vai ocorrer durante o programa de vôos de testes."

A Boeing acrescentou que todas as informações destes vôos de teste serão divididas com a FAA para garantir uma análise completa do sistema.

Sucesso de vendas

O 787 Dreamliner é o avião da Boeing que obteve mais sucesso de vendas nos últimos anos, com 802 pedidos até o início deste ano. Só a companhia aérea britânica British Airways encomendou 24 aeronaves.

A Boeing promete entregar as primeiras aeronaves, que são de tamanho médio, a partir de novembro.

O 787 Dreamliner é a primeira aeronave nova a ser lançada pela Boeing desde 1995. E é a primeira aeronave comercial de maior porte a ser fabricada usando principalmente a fibra de carbono ao invés do alumínio.

A nova aeronave já está sendo chamada de o jato comercial mais ecologicamente correto já lançado.

A Boeing afirma que o 787 Dreamliner tem muito mais eficiência no consumo de combustível do que as outras aeronaves, pois produz uma quantidade de dióxido de carbono 20% menor.