19 de dezembro, 2007 - 19h14 GMT (17h14 Brasília)
Cinco franceses que estavam presos no centro de detenção de Guantánamo, base militar americana em Cuba, foram condenados nesta quarta-feira por um tribunal em Paris pela acusação de ligações com terrorismo.
Os cinco foram condenados a mais de um ano de prisão. Como já estavam a mais de um ano em custódia americana, eles não retornarão à prisão.
Os acusados foram presos no Afeganistão, onde foram supostamente lutar em defesa do regime do Talebã.
Os franceses Khaled Ben Mustapha, Redouane Khalid, Brahim Yadel, Mourad Benchellalli e Nizar Sassi foram condenados por "associação criminosa com um empreendimento terrorista".
'Anormal'
Outro francês, chamado Imad Achab Kanouni, foi inocentado por falta de provas. Os seis enfrentavam a possibilidade de serem condenados a 10 anos de prisão.
A promotora Sonya Djemni-Wagner não pediu penas maiores por ser contra a prisão de Guantánamo e por considerar "anormal" a detenção dos suspeitos.
"Nenhum deles deveria ter sido preso nesta base, que se opõe ao direito internacional, e tiveram de passar pelo que passaram", disse a promotora à agência Associated Press.
Djemni-Wagner acrescentou, no entanto, que os acusados mereciam ser punidos por seus atos no Afeganistão.
Os seis franceses foram para o país em 2000 e 2001. Após a invasão americana, foram capturados por tropas americanas.
Eles voltaram para França em 2004 e 2005, depois de negociações entre os governos da França e dos Estados Unidos, e estavam soltos desde então. Os seis disseram ter sido mal-tratados em Guantánamo.
Alguns dos condenados reconheceram que participaram de atividades em campos ligados à Al-Qaeda, mas todos negaram qualquer atividade terrorista.