15 de dezembro, 2007 - 15h26 GMT (13h26 Brasília)
Dezenas de milhares de palestinos foram às ruas na Cidade de Gaza para marcar os 20 anos de fundação do Hamas.
Levando bandeiras verdes e faixas, homens, mulheres e crianças ocuparam uma grande praça na cidade.
Analistas afirmam que a presença de tantos palestinos é vista como um teste vital de apoio ao Hamas, que tomou o controle da Faixa de Gaza das mãos do grupo rival Fatah em junho.
Considerado um grupo terrorista por Israel, Estados Unidos e União Européia, o Hamas foi criado em 1987 depois do início da primeira intifada.
Em um comunicado enviado ao site da organização, o líder do Hamas, Khaled Mashaal, que está exilado na Síria, prometeu que o grupo não irá abandonar a violência.
Mashaal disse que os palestinos têm condições de iniciar uma nova intifada contra a ocupação israelense, como as de 1987 e 2000.
"Quem quer que pense que o Hamas chegou ao fim está enganado", disse Mashaal em sua mensagem.
Israel
Uma grande faixa foi colocada em um prédio perto do local da manifestação deste sábado que lia: "Nós não reconheceremos Israel".
O correspondente da BBC em Jerusalém Bethany Bell disse que o evento é uma demonstração de força pelo Hamas na Faixa de Gaza em um momento em que a região enfrenta cada vez mais isolamento político e econômico.
Israel interrompeu ligações com a Faixa de Gaza, deixando apenas contatos vitais, criando uma situação que a Organização Mundial da Saúde descreveu como uma crise humana "intolerável'.
Tensões entre o Fatah e o Hamas continuam fortes.
No mês passado, 250 mil palestinos ocuparam a mesma praça em apoio ao Fatah. O evento terminou com vários mortos, depois que o Hamas atirou contra um grupo.
O Fatah teria proibido qualquer celebração na Cisjordânia para marcar os 20 anos de criação do Hamas.