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25 de novembro, 2007 - 18h07 GMT (16h07 Brasília)

Blatter critica 'invasores do Brasil' em seleções

O presidente da Fifa, a federação internacional de futebol, Joseph Blatter, criticou neste domingo, durante o sorteio das preliminares da Copa de 2010, a crescente naturalização de brasileiros por seleções de todo o mundo.

"Se não tomarmos cuidado com os invasores do Brasil, podemos ter problemas nas copas de 2014 e 2018. De 32 times, até podemos ter outras nacionalidades, mas podemos também ter times cheios de jogadores brasileiros", disse Blatter.

O fenômeno da naturalização de jogadores brasileiros tem se consolidado em vários países nos últimos anos, e Blatter é um crítico aberto disso.

O presidente da Fifa defende um limite de cinco estrangeiros no nível de clube, o que pode contrariar as leis trabalhistas européias .

Nas últimas copas, atletas nascidos no Brasil jogaram por Bélgica, Costa Rica, Japão, México, Portugal, Espanha e Tunísia.

Craque

Entre eles, craques como o agora português Deco, do Barcelona, e outros menos conhecidos, como Marcos Senna e Luís Oliveira.

Mais recentemente, a legião de "invasores" verde-amarela garantiu vagas nas seleções da Croácia, Macedônia, Guiné Equatorial e Togo.

Alguns desses, inclusive, foram "importados" com o objetivo de reforçar as equipes locais em competições internacionais ou regionais.

"Se não pararmos com a naturalização rápida de jogadores em alguns países, isso pode ser um verdadeiro perigo", disse Blatter.

"Existem cerca de 60 milhões de jogadores no Brasil, mas apenas 11 vagas na seleção brasileira."

Em 2004, a Fifa interviu na negociação iniciada pelo Catar para naturalizar o artilheiro Aílton, que então jogava no Werder Bremen, da Alemanha.