19 de novembro, 2007 - 15h05 GMT (13h05 Brasília)
O governo de Israel aprovou a libertação de 450 prisioneiros palestinos pouco antes de um encontro nesta segunda-feira entre o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas.
Uma autoridade israelense disse que a medida foi um gesto de boa vontade no período que antecede uma conferência de paz que deve ser realizada até o final do mês em Annapolis, nos Estados Unidos.
Abbas disse a jornalistas em Ramallah que as duas partes pretendem "atingir um progresso satisfatório para que possamos ir a Annapolis com uma base sólida".
O presidente da Autoridade Palestina pediu a Israel a libertação de pelo menos 2 mil dos 11 mil prisioneiros palestinos.
Critérios
Segundo uma autoridade israelense, o ministério da Justiça elaborou uma lista de cerca de 450 palestinos que se encaixam nos critérios definidos por Olmert para a libertação de prisioneiros.
Os critérios excluem militantes do Hamas e pessoas que participaram de ataques mortais contra Israel.
Olmert também reafirmou a promessa feita por Israel de não permitir novos assentamentos na Cisjordânia e de desmantelar assentamentos não-autorizados. No entanto, o primeiro-ministro não estabeleceu um prazo para a medida.
"Nós nos comprometemos a não construir novos assentamentos", disse Olmert, segundo a sua porta-voz.
O primeiro-ministro israelense também anunciou que vai se encontrar com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, na terça-feira.