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17 de novembro, 2007 - 21h25 GMT (19h25 Brasília)

Mortos em Bangladesh chegam a 2 mil

Pelo menos duas mil pessoas morreram na passagem de um forte ciclone por Bangladesh, na quinta-feira, indicam as mais recentes estimativas oficiais.

Dois dias após a desvatadora passagem de Sidr pela costa sul do país, equipes de resgate ainda enfrentam dificuldades para chegar a milhares de sobreviventes.

Os socorristas utilizam navios e helicópteros para alcançar áreas atingidas onde o acesso por terra está prejudicado, com estradas bloqueadas por destroços e linhas de telefone e eletricidade cortadas.

Parte dos sobreviventes não come desde que o ciclone passou por Bangladesh, outros ainda esperam a atenção médica que precisam.

Como parte dos esforços de reconstrução, a energia começa a ser restaurada na capital, Dhaka, e em outras cidades.

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Elefantes também estão sendo usados para retirar os destroços mais pesados de algumas estradas.

A força da tempestade, com ventos de até 240 km/h, destruiu fontes importantes de alimentos. Autoridades dizem que em várias áreas 95% do arroz que aguardava a colheita foi destruído.

O Programa Mundial de Alimentos da ONU enviou suprimentos de emergência para 400 mil pessoas. O governo, o Crescente Vermelho e outras ONGs também enviaram equipes para o país.

Segundo a ONU, as necessidades mais urgentes são de comida, tabletes para purificação de água e remédios.

Retirada

Segundo as autoridades, cerca de 650 mil pessoas foram retiradas de suas casas antes da chegada do ciclone.

Muitas conseguiram chegar a abrigos improvisados em escolas e mesquitas no interior do país.

Alaistar Lawson, enviado especial da BBC a uma das cidades atingidas, Mongla, diz que os moradores acreditam que um sistema de alerta de ciclones ajudou a salvar muitas vidas.

Em Bangladesh, os ciclones são comuns, mas este é o mais devastador desta estação, segundo as autoridades locais.

O sistema de alerta, assim como a rede de abrigos, foram criados em 1970, quando um ciclone matou mais de 500 mil pessoas no país.