09 de novembro, 2007 - 12h07 GMT (10h07 Brasília)
A polícia paquistanesa decretou a prisão domiciliar da líder de oposição Benazir Bhutto nesta sexta-feira.
A ex-primeira-ministra recebeu uma intimação determinando sua detenção por 30 dias quando tentava sair de sua casa na capital do país, Islamabad, para se dirigir a um comício na cidade de Rawalpindi convocado pelo seu partido (Partido do Povo Paquistanês - PPP) .
A tropa de choque bloqueou a rua onde fica a casa de Bhutto com arame farpado na manhã desta sexta-feira e não deixa ninguém sair ou entrar no local.
A intimação foi entregue a Bhutto quando ela tentava atravessar o bloqueio da polícia.
A ex-premiê disse à BBC que seus partidários vão continuar com a campanha exigindo o fim do estado de emergência decretado pelo governo e o afastamento do presidente Pervez Musharraf da chefia do Exército.
A polícia também bloqueou as estradas principais para Rawalpindi e fechou ruas em volta do local da manifestação, que estava marcada para as 13h (local, 6h em Brasília).
Concentrações públicas estão proibidas no Paquistão sob o atual estado de emergência imposto sábado passado no país pelo presidente, o general Pervez Musharraf.
Há notícias de confrontos em Rawalpindi, no local onde deveria ser realizado o comício.
Um correspondente da BBC disse que a manifestação não deve ser realizada em virtude do grande aparato das forças policias na região.
Segundo o PPP, mais de 700 pessoas foram detidas em antecipação à manifestação.
Segurança
O vice-ministro da Informação paquistanês, Tariq Azim, disse à BBC que Bhutto está sendo mantida em sua casa para "sua segurança".
"Ela recebeu o pedido de não ir em frente com esta manifestação em vista das ameaças à sua segurança que recebemos e nos lembrando do que aconteceu em (18 de) outubro", disse Azim.
Bhutto sobreviveu a uma tentativa de assassinato em Karachi no dia 18 de outubro que matou quase 140 pessoas.
A polícia também bloqueou as estradas principais para Rawalpindi e fechou ruas em volta do local da manifestação., que estava marcada para as 13h (local, 6h em Brasília).
Concentrações públicas estão proibidas no Paquistão sob o atual estado de emergência imposto sábado passado no país pelo presidente, o general Pervez Musharraf.
Eleições
Na quinta-feira, Musharraf prometeu que realizará eleições parlamentares até 15 de fevereiro, horas depois de ser pressionado pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, para realizar o pleito em janeiro, como previsto.
Benazir Bhutto considerou o anúncio de Musharraf "vago", e pediu ao general que abra mão de seu papel de chefe militar.
"Nós queremos que ele pendure seu uniforme até 15 de novembro", disse a líder oposicionista paquistanesa. Ela disse que vai levar adiante a manifestação em Rawalpindi nesta sexta-feira e depois uma marcha de Lahore para Islamabad no dia 13 de novembro caso Musharraf não ponha fim ao estado de emergência e renuncie ao cargo de chefe do Exército.