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08 de novembro, 2007 - 09h44 GMT (07h44 Brasília)

Partido de Bhutto diz que polícia prendeu 700 no Paquistão

O partido da ex-premiê do Paquistão, Benazir Bhutto, Partido do Povo Paquistanês (PPP), disse nesta quinta-feira que mais de 700 de seus simpatizantes foram presos em batidas pela madrugada, antecipando uma manifestação convocada para sexta-feira contra o estado de emergência decretado pelo presidente Pervez Musharraf.

Os ativistas foram levados de suas casas horas depois de o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ter dito ao general Musharraf , em uma "conversa franca" ao telefone, que ele deveria realizar eleições o mais breve possível.

O presidente americano disse que conversou com o líder militar paquistanês durante 20 minutos.

"Minha mensagem foi que nós acreditamos fortemente em eleições e que você tem que ter eleições logo e precisa tirar o seu uniforme", afirmou Bush.

"Você não pode ser o presidente e o chefe dos militares ao mesmo tempo, então eu tive uma discussão muito franca com ele."

O presidente americano também destacou no contato com jornalistas que Musharraf tem sido um "aliado indispensável" dos Estados Unidos.

O vice-secretário de Estado, John Negroponte, deu a mesma mensagem ao Congresso dos Estados Unidos.

"Nenhum país fez mais" para "causar danos e punir o Talebã e a Al-Qaeda desde 11 de setembro (de 2001, data de atentados em Nova York e Washington)". Mas Negroponte advertiu que "quanto mais tempo a situação (no Paquistão) continuar da forma que está no presente, mais difícil ela vai se tornar".

Ato público

O PPP planeja um grande ato público em Rawalpindi, perto da capital do país, Islamabad, na sexta-feira.

A porta-voz do partido, Farzana Raja, disse à agência de notícias Reuters que foram realizadas detenções em massa na província de Punjab, na região central do país, onde fica Rawalpindi.

O governo paquistanês negou detenções em massa, mas o chefe de polícia de Rawalpindi, Saud Aziz, deixou claro que não vai permitir a realização da manifestação.

As eleições paquistanesas haviam sido marcadas para janeiro.

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