07 de novembro, 2007 - 22h29 GMT (20h29 Brasília)
O presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, declarou, nesta quarta-feira, estado de emergência em todo o país por 15 dias, após seis dias de protestos da oposição.
Mais cedo, o governo havia anunciado que o estado de emergência vigoraria apenas na capital do país, Tbilisi, por 48 horas.
Em um pronunciamento na TV, o primeiro-ministro, Zurab Nogaideli, disse que ocorreu uma tentativa de golpe.
A polícia usou canhões de água, gás lacrimogêneo e bastões para dissolver a manifestação popular que ocorria em frente ao Parlamento.
Autoridades do país disseram que cerca de 250 pessoas foram hospitalizadas, a maioria por causa do gás lacrimogêneo.
Autoritarismo
Os manifestantes dizem que a resposta policial mostra o autoritarismo de Saakashvili. A polícia disse que estava tentando desbloquear o centro da cidade.
O principal canal de TV da oposição saiu do ar. Pouco antes, o apresentador disse que forças especiais estariam entrando no prédio.
Desde sexta-feira, vêm ocorrendo os maiores protestos populares na Geórgia desde 2003, quando a "Revolução Rosa" levou Saakashvili ao poder.
Manifestantes dizem que ele não está fazendo o suficiente para combater a corrupção e a pobreza e pedem para que ele renuncie e convoque novas eleições.
Pouco antes de anunciar o estado de emergência, o presidente Saakashvili havia dito que forças especiais da Rússia estariam por trás dos protestos.
Ele rejeitou as acusações de corrupção e disse que não vai deixar o cargo. Saakashvili disse ainda que vários diplomatas russos devem ser expulsos por "espionagem".
A Rússia disse que as declarações seriam irresponsáveis e que qualquer expulsão de diplomatas seria seguida de "respostas adequadas".