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06 de novembro, 2007 - 06h01 GMT (04h01 Brasília)

Promotoria pede 30 anos de prisão para Fujimori

A promotoria do Peru encaminhou nesta segunda-feira à Suprema Corte do país um pedido formal para que o ex-presidente Alberto Fujimori seja sentenciado a 30 anos de prisão, caso seja considerado culpado das acusações de seqüestro e assassinato no julgamento marcado para o final do mês.

Segundo a agência estatal de notícias Andina, o promotor José Peláez Bardales acusou Fujimori formalmente pelos crimes de "homicídio qualificado, lesões graves e seqüestro".

Fujimori irá a julgamento pelo assassinato de 25 civis, executados por uma milícia paramilitar em dois episódios separados, em 1991 e 1992, que ficaram conhecidos como Barrios Altos e La Cantuta.

Ele também é acusado do seqüestro do jornalista Gustavo Gorriti e do empresário Samuel Dyer.

O julgamento deve começar no dia 26 de novembro.

Confofme a Andina, Bardales pediu que o ex-presidente peruano pague uma indenização de 100 milhões de novos sóis (cerca de R$ 58,5 milhões) pelos assassinatos, além de 300 mil novos sóis (aproximadamente R$ 175 mil) às pessoas seqüestradas.

Em setembro, depois de um longo processo, a Suprema Corte do Chile determinou a extradição de Fujimori ao Peru, com base em sete acusações - duas de violação dos direitos humanos e cinco de corrupção.

O ex-líder peruano, que ocupou a Presidência de 1990 a 2000, nega as acusações.

Fujimori ainda tem apoiadores no Peru, que elogiam o ex-presidente por ter vencido o grupo guerrilheiro Sendero Luminoso e conseguido conter a inflação.

Filho de japoneses, Fujimori fugiu para o Japão antes do término de seu mandato, em meio a denúncias de fraude.

Ele viveu no Japão durante cinco anos.

Em novembro de 2005, foi para o Chile. Sua intenção era permanecer temporariamente no país até conseguir retornar ao Peru para disputar as eleições presidenciais de 2006. No entanto, Fujimori foi detido ao desembarcar em Santiago.