05 de novembro, 2007 - 13h58 GMT (11h58 Brasília)
A crise de inadimplência do mercado imobiliário americano fez uma nova vítima.
Um dos maiores bancos do mundo, o Citigroup, anunciou neste segunda-feira que seu principal executivo, Charles Prince, deixou o cargo. Além disso, a instituição financeira afirmou que terá de registrar perdas extras da ordem de até US$ 11 bilhões.
Em nota divulgada em Nova York, o banco disse que Prince será substituído na direção do Citigroup pelo ex-secretário do Tesouro americano, Robert Rubin, e que Win Bischoff, do Citi Europe, deverá ocupar o cargo interinamente.
Prince é o segundo grande executivo de um importante banco americano a deixar o cargo em uma semana.
A Merrill Lynch, nos Estados Unidos, também teve seu presidente, Stan O'Neal, afastado por causa da crise que teve origem na inadimplência de clientes que não conseguiram continuar pagando os empréstimos para a compra de suas casas.
Acredita-se que razões semelhantes estejam por trás da troca de gerência do banco suíço UBS, em meados deste ano.
Ao anunciar o afastamento de Prince, o Citigroup revelou que está enfrentando perdas adicionais entre US$ 8 bilhões e US$ 11 bilhões desde o fim de setembro por causa da redução do valor de seu portfólio de empréstimos imobiliários de alto risco (sub-prime), que é de US$ 55 bilhões, disse o analista econômico da BBC Andrew Walker.
Segundo Walker, as perdas também podem se dever em parte a um maior enfraquecimento do mercado imobiliário americano como um todo.
O grupo é grande o suficiente e tem diversidade de negócios suficiente para suportar perdas tão maciças, mas a notícia deve despertar ainda mais preocupações nos mercados financeiros sobre o quão extensão são as perdas ligadas a empréstimos imobiliários de alto risco no sistema bancário global.