06 de outubro, 2007 - 15h09 GMT (12h09 Brasília)
Dois dos mais influentes líderes xiitas do Iraque assinaram neste sábado um acordo para tentar por fim à violência entre seus seguidores.
O desentendimento entre clérigo Moqtada al-Sadr e Abdul Aziz al-Hakim, chefe da Suprema Corte Islâmica do Iraque, já durava meses.
Uma série de ataques recentes no sul do Iraque foram atribuídos à rivalidade xiita.
Em um comunicado, os dois líderes disseram que o objetivo do acordo é respeitar tanto o interesse islâmico quanto nacional.
“O acordo é essencialmente um compromisso de honra”, disse um porta-voz do grupo de al-Sadr à agência AFP.
“O aspecto mais importante é que proíbe os dois lados de derramarem sangue uns contra os outros e contra os iraquianos em geral.”
Um porta-voz de al-Hakim disse que “o Iraque precisa de acordos entre facções para melhorar e preservar a unidade nacional iraquiana”.
Rivalidades
Os líderes disseram também que seus grupos irão coordenar suas operações culturais e de mídia.
O grupo de al-Hakim é um dos principais partidos da coalizão que governa o Iraque.
Já al-Sadr ganhou notoriedade após a invasão americana, em 2003, e lidera um grupo que conta com o apoio de sua própria milícia armada, o Exército Mehdi.
O clérigo havia ordenado a suspensão das atividades da milícia em agosto.
Desde então, ele decidiu também boicotar o governo e retirar seus seis ministros da coalizão.
Segundo o correspondente da BBC em Bagdá, Jon Brain, caso seja implementado com sucesso, o acordo irá resolver uma das muitas disputas que dificultam a reconciliação no Iraque.
Mas, segundo Brain, não há indicação de que o grupo Moqtada al-Sadr planeje voltar para o governo.