02 de outubro, 2007 - 22h59 GMT (19h59 Brasília)
Em sua primeira visita a Bagdá como primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown afirmou que até mil soldados britânicos podem sair do Iraque até o fim do ano.
O número inclui os 500 cuja volta já havia sido anunciada. Brown disse que as forças iraquianas devem ser capazes de assumir a segurança da província de Basra, atualmente mantida pelos britânicos.
O líder britânico participou de uma reunião com o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, e vai se encontrar com o comandante americano no Iraque, o general David Petraeus, e com os chefes militares britânicos.
Críticos acusaram a visita de Gordon Brown de fazer parte de uma "política pré-eleitoral cínica".
A oposição conservadora afirmou que Brown preferiu tirar fotos em Basra do que cumprir a promessa de anunciar primeiro aos parlamentares a dimensão dos cortes de tropas no Iraque.
"Muitos vão interpretar isso (a viagem a Bagdá) como uma política cínica, um jogo de futebol político com as nossas Forças Armadas", afirmou o conservador Liam Fox.
O ex-primeiro-ministro John Major questionou a escolha de datas da visita de Gordon Brown, mas o governo britânico afirma ser "absurda" a sugestão de que o primeiro-ministro estaria fazendo política.