11 de setembro, 2007 - 17h38 GMT (14h38 Brasília)
Autoridades de Israel indiciaram nesta terça-feira um grupo de oito imigrantes que supostamente integram uma gangue neonazista no país.
A prisão dos jovens, de idades entre 16 e 19 anos e todos de países do ex-bloco soviético, foi anunciada no domingo.
Eles foram acusados de vários crimes, entre eles os de pintar suásticas em sinagogas israelenses, provocar lesões corporais graves e disseminar material racista.
O grupo é suspeito de ter atacado judeus, gays e até outros imigrantes, filmando agressões.
A prisão do grupo provocou apelos por mudanças nas leis de imigração de Israel.
Os imigrantes ganharam nacionalidade israelense graças à chamada Lei do Retorno, que prevê a possibilidade de conceder o passaporte israelense a pessoas que tenham pais ou avós judeus.
Eletricista do premiê
O advogado de um dos acusados, Shimon Weiss, afirmou que o cliente dele nega as acusações.
A irmã do suspeito, identificado na imprensa israelense como Eli Boanitov, teria afirmado que o irmão teria inclusive trabalhado como eletricista no escritório do primeiro-ministro de Israel.
A avó de outro dos suspeitos seria uma ucraniana sobrevivente do Holocausto, de acordo com a imprensa de Israel.
Ela teria afirmado preferir "ter morrido no holocausto que passar pelo que o meu neto está me obrigando a passar", noticiou o jornal israelense Yediot Ahronot .
O caso causou revolta e incredulidade em Israel, que foi criado depois do Holocausto nazista, no qual acredita-se terem morrido cerca de seis milhões de judeus.
"É difícil acreditar que simpatizantes da ideologia nazista existam em Israel, mas isso é fato", disse Revital Almog, o policial responsável pela investigação, a uma rádio israelense.