09 de setembro, 2007 - 13h02 GMT (10h02 Brasília)
O governo iraquiano pediu neste domingo que seus vizinhos ajudem o país a ter fronteiras mais seguras e previnam a entrada de insurgentes.
O pedido foi feito em Bagdá, durante uma conferência internacional sobre segurança que contou com a participação da Síria, do Irã e também dos Estados Unidos e de representantes do Conselho de Segurança da ONU.
O ministro do Exterior iraquiano, Hoshyar Zebari, alertou que a violência pode se espalhar pela região se o trânsito de extremistas não for interrompido.
O encontro também abordou a crise no setor de energia no Iraque e as dificuldades enfrentadas por aqueles afetados pela violência.
Oportunidade
A conferência deste domingo se seguiu a uma outra realizada seis meses antes em Bagdá e também conta com a participação de representantes da Liga Árabe e do G8, o grupo dos países mais ricos do mundo mais a Rússia.
O encontro oferece à Síria, ao Irã e aos Estados Unidos a oportunidade de se encontrar informalmente para discutir a situação no Iraque.
Em maio, um outro encontro foi realizado no Egito, culminando com a elaboração de um plano de cinco anos - apoiado pela ONU - para consolidar a paz e a reconstrução do país.
O ministro do Exterior iraquiano, Hoshiyar Zebari, diz que essas conferências são essenciais para reduzir a tensão na região.
O Irã tem sido repetidamente acusado pelos militares americanos de contribuir para a violência no Iraque ao financiar, treinar e armar militantes iraquianos.
Os Estados Unidos também acusam o Irã e a Síria de não fazer o suficiente para impedir que insurgentes estrangeiros cruzem a fronteira e entrem no Iraque.