O primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, elogiou a tomada total de controle, neste domingo, do campo de refugiados palestinos de Nahr Al-Bared, no norte do país, onde soldados vinham enfrentando militantes desde maio.
"Foi uma vitória significativa a que o Exército libanês conseguiu sobre os terroristas, aqueles que buscam o caos, destruição e tragédias para o Líbano", disse Siniora em um pronunciamento na TV do país.
Ele disse que o campo será reconstruído mas ficará "sob a autoridade apenas do governo libanês".
Os soldados ainda buscam militantes fugitivos do campo e fez um apelo para os moradores próximos por informações que levem a captura deles.
Al-Qaeda
Nas operações deste domingo, pelo menos 37 militantes e cinco soldados morreram.
A violência começou quando um grupo de homens tentou escapar do cerco militar ao campo.
Os militantes fazem parte do grupo Fatah Al-Islam, que é acusado de ter ligações com a rede Al-Qaeda.
Após a invasão do campo, soldados libaneses dispararam tiros para o ar, para comemorar o fim do cerco.
A onda de confrontos matou mais de 300 pessoas e forçou a retirada de quase 40 mil refugiados palestinos desde maio.
Segundo um correspondente da BBC, as batalhas foram o pior incidente interno de violência no Líbano desde o fim da guerra civil, em 1990.