26 de agosto, 2007 - 15h49 GMT (12h49 Brasília)
O primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki rebateu neste domingo as críticas que recebeu de políticos americanos que pediram sua retirada do poder.
Mencionando os senadores democratas Hillary Clinton e Carl Levin, al-Maliki disse que estão agindo como se o Iraque fosse “propriedade deles”.
Os senadores, segundo o premiê, deveriam “cair em si” e “respeitar a democracia”.
“Líderes como Hillary Clinton e Carl Levin não viveram em suas carreiras políticas o tipo de diferenças que temos no Iraque”, disse al-Maliki em uma entrevista coletiva em Bagdá.
“Quando dão seus julgamentos eles não têm conhecimento do que reconciliação significa.”
Críticas
No começo do mês, Clinton e Levin disseram que os políticos iraquianos deveriam escolher outra pessoa para liderar a coalizão que governo o Iraque e buscar uma reconciliação nacional mais rapidamente.
Analistas dizem que al-Maliki está lutando para manter seu governo e neste final de semana realizou conversas com outros líderes políticos do país.
Após o encontro, ele indicou que o Partido Islâmico do Iraque, do vice-presidente sunita Tariq al-Hashemi poderá unir forças com os quatro partidos xiitas e curdos que recentemente criaram uma aliança moderada.
A retirada quase total dos árabes sunitas do governo está no centro das dificuldades de al-Maliki, segundo correspondentes.
Mas um importante membro do partido, Omar Abdull Sattar, disse à BBC que o premiê não tem o direito de falar em nome do grupo e que não há planos de se juntar à nova aliança.
Relatório
As declarações vêm antes da divulgação do relatório do comandante americano no Iraque, general David Petraeus, sobre o progresso desde o envio de tropas adicionais ao país.
Os 30 mil soldados foram mandados para ajudar a acalmar a situação e permitir que o governo iraquiano avançasse no campo político.
Mas o correspondente da BBC em Bagdá, Mike Wooldridge, ao contrário de fazer progressos, o governo de al-Maliki está visivelmente entrando em colapso.
O premiê iraquiano disse que um relatório negativo não fará com que mude de rumo, mas que espera que o general “apóie seu governo”.