21 de agosto, 2007 - 11h07 GMT (08h07 Brasília)
O furacão Dean atingiu a Península de Yucatán, no México, com ventos de 255 km/h e fortes tempestades.
O furacão foi elevado à categoria 5, a mais forte de todas, descrita pelo Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, como "potencialmente catastrófica".
Segundo o NHC, o olho do furacão chegou perto da cidade de Majahual, poupando os principais centros turísticos, como Cancún, de um impacto direto.
As autoridades mexicanas evacuaram hotéis e pousadas do litoral e desativaram as operações em plataformas petrolíferas na costa do país devido à aproximação do Furacão Dean. Ondas causadas pelo furacão podem alagar comunidades costeiras.
Além da Península de Yucatán, Belize, Guatemala e o norte de Honduras devem ser atingidos por fortes chuvas, inundações e deslizamentos de terra.
Andrea Montalvo, da Rede Telemundo de televisão, disse que o furacão estava causando destruição na cidade mexicana de Chetumal.
"Dentro do hotel, a situação é muto difícil. A cada 10 ou 15 minutos você ouve as janelas se quebrando e as pessoas deixando seus quartos em pânico", disse ela.
"Algumas pessoas foram levadas para escolas em pontos mais altos da cidade, mas se aqui neste hotel, que é bastante sólido, as coisas estão assim, nem quero imaginar qual é a situação por lá."
Montalvo disse que os abrigos em Chetumal e nas áreas próximas não pareciam bem preparados para a tempestade e não tinham estoques de comida ou água.
Mais ao sul, na Cidade de Belize, o governo fechou os hospitais e pediu que a população se dirigisse ao interior, alegando que os abrigos não eram fortes o suficiente para enfrentar o furacão.
Medo de saques
O presidente mexicano, Felipe Calderón, que participa de um encontro da a Área de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) no Canadá, anunciou que vai antecipar sua volta ao México.
"Decidi suspender minha visita oficial ao Canadá e coordenar pessoalmente as ações de proteção à população em caso de desastre", disse Calderón.
Policiais foram enviados para evitar saques. Alguns moradores prepararam suas residências para eventuais choques.
A Petroleros de México, estatal petrolífera do país, evacuou os mais de 14 mil trabalhadores das suas operações em plataformas na costa.
A passagem do furacão já deixou pelo menos 11 pessoas mortas no leste do Caribe.
Na Jamaica, o Dean arrancou árvores e telhados de casas e destruiu linhas de transmissão.
A primeira-ministra, Portia Simpson-Miller, declarou estado de emergência por um mês.
Os efeitos do furacão poderão comprometer até a realização das eleições gerais na Jamaica, previstas para 27 de agosto.