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17 de agosto, 2007 - 15h48 GMT (12h48 Brasília)

Bolsas perdem fôlego após impulso com decisão do Fed

A decisão desta sexta-feira do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) de cortar a taxa de juros que adota para emprestar dinheiro aos bancos, de 6,25% para 5,75%, gerou uma onda de recuperações nos mercados financeiros mundiais.

No entanto, no Brasil, o índice Bovespa reverteu a tendência das primeiras horas de pregão – quando chegou a subir 3,25% – e por volta das 12h35, hora de Brasília, registrava queda de 1,25%.

Em Nova York, o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York também recuou depois de altas de mais de 2% pela manhã. Às 12h35, o índice operava com +0,93% e o índice Nasdaq, que reúne ações de empresas de tecnologia, registrava +1,24%.

No mesmo horário, o índice britânico FTSE 100, da bolsa de Londres, registrava alta de 2,93%, o índice Dax de Frankfurt acumulava ganhos de 1,38% e o Cac 40 de Paris, de 1,81%.

Instabilidade

Os mercados da Europa estão tendo um dia instável depois de grandes quedas registradas nos mercados de ações asiáticos.

O índice Nikkei do Japão registrou queda de 5,42%, sua maior desde abril de 2000. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,38%.

Estas quedas ocorrem um dia depois do FTSE 100 de Londres ter registrado queda de 4,1%, reduzindo quase 60 bilhões de libras do valor das maiores companhias da Grã-Bretanha.

O corte da taxa de juros do Fed visava ajudar a conter problemas de liquidez, que muitos bancos estão enfrentando com o agravamento da crise no setor imobiliário nos Estados Unidos.

Intervenção

O Banco do Japão injetou nesta sexta-feira US$ 10,7 bilhões nos mercados, na terceira intervenção da semana.

Investidores japoneses temem que a desaceleração na economia americana atinja as exportações da Ásia.

Também há especulação de que o Banco do Japão possa aumentar as taxas de juros na próxima semana, apesar dos problemas nos mercados.

E o Banco Central da Austrália também fez sua intervenção para proteger a moeda do país, pela primeira vez em seis anos.

O dólar australiano estava registrando sua maior queda em um dia, em relação ao dólar americano, desde o início de sua livre comercialização em 1983.