11 de agosto, 2007 - 21h22 GMT (18h22 Brasília)
Militantes do Talebã no Afeganistão afirmaram que libertaram duas mulheres do grupo de 21 reféns sul-coreanos mantidos pelo grupo há três semanas, como "um gesto de boa vontade".
Negociadores do Talebã, que se reuniram com uma delegação sul-coreana na cidade de Ghazni, disseram também que um acordo para a libertação do resto do grupo poderia estar próximo.
Nenhuma autoridade afegã ou sul-coreana pôde confirmar a libertação.
Os funcionários da organização cristã foram capturados em julho. Dois dos reféns já foram mortos pelos rebeldes.
Um porta-voz do Talebã, Yousuf Ahmadi, disse à BBC que as duas mulheres estavam doentes e que o Talebã havia libertado as duas como sinal de boa vontade.
Mas Ahmadi já forneceu informações falsas, segundo o correspondente da BBC em Cabul Charles Havilland.
Outro porta-voz do Talebã, Zabihullah Mujahed, disse à agência de notícias AFP que a medida iria "mostrar que somos honestos em nossas negociações e esperamos que o governo seja honesto e liberte nossos prisioneiros".
Troca
O anúncio da libertação ocorreu depois de um segundo dia de negociações na cidade de Ghazni, no centro do Afeganistão.
Os rebeldes estão exigindo a libertação de companheiros mantidos presos pelo governo afegão. Mas o governo afegão, que já foi criticado por uma libertação de prisioneiros anteriormente, descartou uma troca desta vez.
O grupo original de 23 pessoas - a maioria mulheres - foi levado no dia 19 de julho enquanto viajava de ônibus pela estrada principal de Cabul para Kandahar.
Entre os dois reféns que foram mortos estava o líder do grupo.
Acredita-se que o grupo de sul-coreanos foi dividido em grupos menores que estão sendo mantidos em um vilarejo a cerca de dez quilômetros de Ghazni.