09 de agosto, 2007 - 13h16 GMT (10h16 Brasília)
O presidente do Paquistão, o general Pervez Musharraf, rejeitou a possibilidade de decretação de um estado de emergência no país.
Um porta-voz do presidente disse que houve pressão para que Musharraf declarasse estado de emergência, mas o presidente decidiu não decretar, pois "está comprometido com a democracia".
Segundo informações anteriores, a questão estava sendo discutida devido a ameaças internas e externas ao país.
"Nenhum estado de emergência está sendo imposto no Paquistão", disse o Ministro para Informação, Mohammad Ali Durrani, à televisão paquistanesa.
"Havia pressão exercida no presidente para impor a emergência devido à situação no país, mas ele está comprometido com a democracia e não vai tomar tal atitude", afirmou.
"Ele estava sendo mal aconselhado por algumas pessoas. Ele decidiu contra a declaração do estado de emergência. As eleições são a prioridade do presidente", acrescentou Durrani.
Oposição e imprensa afirmaram que as sugestões de decretação de estado de emergência estavam relacionadas ao desejo de Musharraf pela reeleição, para outro mandato como presidente e comandante do Exército, segundo a correspondente da BBC em Islamabad Barbara Plett.
Interno e externo
O vice-ministro de Informação, Tariq Azeem, disse que o estado de emergência estava sendo discutido devido às ameaças externas e internas ao país: as ameaças dos Estados Unidos de lançar uma operação nas áreas tribais do Paquistão e os recentes ataques a chineses no país são alguns dos fatores levados em conta.
"Além disso, a situação na fronteira e os atentados suicidas também são motivo de preocupação", afirmou.
O governo de Musharraf vem enfrentando problemas políticos e de segurança. O recente confronto entre forças de segurança e estudantes islâmicos em uma mesquita na capital, Islamabad, além dos protestos provocados pela demissão do presidente Suprema Corte do país agravaram a situação.