06 de agosto, 2007 - 10h26 GMT (07h26 Brasília)
O primeiro-ministro israelense Ehud Olmert deve se reunir nesta segunda-feira com o presidente da autoridade palestina Mahmoud Abbas, em Jericó, na Cisjordânia.
Esta será a mais importante reunião entre os dois lados em uma cidade palestina nos últimos anos.
Autoridades palestinas afirmam que querem discutir questões como o "status final" de um futuro Estado palestino como fronteiras, refugiados e o status de Jerusalém.
Os israelenses afirmam que querem se concentrar mais em princípios amplos, antes de uma outra reunião que será promovida pelos Estados Unidos em novembro.
A cooperação entre israelenses e o governo do Fatah, de Mahmoud Abbas, baseado na Cisjordânia, aumentou desde que o Hamas assumiu o controle da Faixa de Gaza em junho.
A tomada de poder na Faixa de Gaza deixou os Territórios Palestinos divididos entre duas facções adversárias.
Israel está tentando reforçar a posição de Abbas ao libertar alguns prisioneiros palestinos e liberar impostos arrecadados pelos palestinos e que estavam retidos pelo governo israelense como forma de punir o Hamas.
'Status final'
Enquanto os dois lados concordam que a reunião de segunda-feira vai se concentrar em um futuro Estado palestino, os palestinos são bem mais específicos, afirmando que querem um acordo a respeito de questões como o "status final".
Estas questões se referem às fronteiras de um futuro Estado palestino, o status de Jerusalém como a capital deste Estado e o destino de refugiados palestinos.
O porta-voz do Ministério do Exterior israelense, Mark Regev, foi mais cauteloso a respeito da pauta da reunião, afirmando que o acordo em princípios mais amplos era mais importante.
"Se você discutir detalhes, diferenças serão expostas, enquanto a idéia é discutir os princípios com os quais todos podemos concordar", disse à agência de notícias AFP.
Os palestinos querem pressionar os israelenses em medidas menores como a redução dos postos de fiscalização militares na Cisjordânia, segundo autoridades palestinas.
As discussões desta segunda-feira visam preparar o caminho para uma conferência sobre o Oriente Médio que o presidente americano George W. Bush convocou para dentro de alguns meses.