29 de julho, 2007 - 13h27 GMT (10h27 Brasília)
O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, aceitou a arrasadora derrota de seu Partido Liberal Democrata nas eleições deste domingo para a Câmara Alta do parlamento.
Falando enquanto os votos ainda são contados, Abe disse que mesmo com a derrota ele espera continuar como líder do partido para conseguir realizar reformas no país.
Pesquisas de boca-de-urna sugerem que o partido irá perder o controle da Câmara Alta pela primeira vez em mais de 50 anos.
“Se as projeções forem corretas, nós estamos olhando para uma grane derrota”, disse o secretário-geral do partido, Hidenao Nakagawa.
Metade dos 242 assentos na Câmara Alta está sendo contestada.
Coalizão
A coalizão liberada pelo partido Liberal Democrata atualmente controla 132 assentos. O partido precisa conquistar 64 dos 121 lugares disputados na eleição para manter sua maioria parlamentar.
Mas relatos da TV japonesa dizem que o partido governista deverá conseguir apenas entre 31 e 43 lugares.
Segundo o correspondente da BBC em Tóquio, Chris Hogg, o Partido Democrata do Japão deverá ter a maior representação na Câmara Alta.
Isso significaria que um membro do partido de oposição se tornaria o presidente da Câmara e controlaria sua agenda legislativa, dificultando a aprovação de leis propostas pela administração de Abe.
Estas são as primeiras eleições desde que o premiê tomou posse, em setembro. A popularidade de Abe sofreu com uma série de gafes e escândalos ministeriais e as pesquisas sugerem que seu partido não se sairá bem nas urnas.
O fator mais significativo foi a crise previdenciária, com uma agência do governo admitindo que perdeu os registros relacionados a milhões de pagamentos.
A previdência é uma questão importante no Japão, onde a sociedade está envelhecendo.