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28 de julho, 2007 - 20h50 GMT (17h50 Brasília)

Ministro francês teme nova guerra no Líbano

O ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, disse neste sábado, em Beirute, que o Líbano corre o risco de passar por outra guerra civil a menos que restaure o diálogo político entre as principais facções do país.

"Se os libaneses não voltarem a dialogar, infelizmente haverá mais guerra", disse Kouchner após se encontrar, separadamente, com o premiê do país, Fouad Siniora e um dos líderes do Parlamento, Nabih Berri.

Siniora representa uma posição mais ligada ao ocidente, e Berri, é mais favorável à Síria.

Em seu giro pelo Líbano, o ministro francês vai ainda se encontrar com representantes do Hezbollah, partido que lidera a oposição.

Impasse

A França já havia sediado uma conferência para tentar reestabelecer o diálogo entre as facções rivais, paralisado há meses.

Em novembro, o Hezbollah, apoiado pela Síria e o Irã, se retirou do governo, exigindo a formação de um governo de unidade no qual possa ter poder de veto.

Integrantes do governo libanês disseram que Kouchner sugeriu que esses grupos rivais discutam a eleição de um novo presidente e a formação de um governo de unidade nacional.

O mandato do atual presidente, Emile Lahoud, se encerra no final do ano.

Correspondentes dizem que A Síria e o Irã gostariam de um um presidente libanês que defendesse seus interesses, enquanto os Estados Unidos e a União Européia apoiam o governo de Siniora.