Israel começou a libertar nesta sexta-feira mais de 250 prisioneiros palestinos, entre eles seis mulheres e 11 menores.
"Começamos a libertar 256 prisioneiros, incluindo seis mulheres", disse um porta-voz do governo israelense, Ian Domnitz, à agência de notícias AFP. "Eles foram identificados, passaram por exames médicos e por entrevistas com a Cruz Vermelha. Este é o estágio final."
Ônibus estão levando os detentos da prisão de Ketziot, no sul de Israel, para a cidade de Ramallah, na Cisjordânia, onde eles deverão se reunir com suas famílias.
A libertação desses prsioneiros havia sido aprovada duas semanas atrás pelo gabinete do primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, e é considerada um gesto de apoio ao presidente palestino, Mahmoud Abbas.
"Queremos usar todos os meios ao nosso alcance para fortalecer os moderados dentro da Autoridade Palestina", disse Olmert na ocasião.
No mês passado, após violentos confrontos entre sua facção, o Fatah, e o grupo rival Hamas, Abbas destituiu o primeiro-ministro Ismail Haniya (do Hamas) e formou um governo de emergência baseado na Cisjordânia. Abbas, no entanto, não tem controle sobre a Faixa de Gaza, que está em poder do Hamas.
Desde a formação do governo de emergência, Abbas vem recebendo apoio dos Estados Unidos, de países europeus e de Israel, que consideram o Hamas um grupo terrorista.
Não há nenhum membro do Hamas entre os prisioneiros libertados. Todos pertencem ao Fatah.
O Hamas afirmou que a libertação de prisioneiros ligados ao Fatah reforça a política de Abbas de aprofundar as divisões entre a sua organização e o Hamas.
Cerca de 10 mil palestinos estão presos em Israel, alguns deles sem acusação formal.
A última vez que Israel soltou um número significativo de prisioneiros palestinos foi em 2005, quando quase 400 foram libertados como parte de um acordo de cessar-fogo.