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16 de julho, 2007 - 19h16 GMT (16h16 Brasília)

Bush convoca reunião para negociar paz no Oriente Médio

O presidente americano, George W. Bush, convocou nesta segunda-feira uma reunião internacional com o objetivo de discutir esforços para a retomada das negociações de paz entre israelenses e palestinos.

O encontro proposto por Bush deve ocorrer ainda em 2007 e envolver os Estados Unidos, Israel e países árabes.

Em um pronunciamento na Casa Branca, Bush também anunciou um pacote de ajuda de US$ 190 milhões (cerca de R$ 356 milhões) para o governo de emergência palestino estabelecido pelo presidente Mahmoud Abbas.

Bush afirmou que o chamado Quarteto (formado por União Européia, Estados Unidos, ONU e Rússia) vai ajudar a fortalecer o governo de Abbas para promover a paz no Oriente Médio.

"Podemos ajudá-los a provar ao mundo, à região e a Israel que um Estado palestino seria um parceiro e não um perigo", disse o presidente americano.

"Podemos ajudá-los a deixar claro a todos os palestinos que rejeitar a violência é o caminho mais certo para a segurança e para uma vida melhor", acrescentou.

'Momento de escolha'

Bush também pediu que Israel continue liberando impostos retidos para a Autoridade Palestina liderada por Abbas.

O porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, disse que este é um "momento de escolha" entre dois caminhos para o povo palestino: entre a visão de Abbas e a do grupo militante Hamas.

O partido Fatah, de Abbas, recentemente perdeu o controle da Faixa de Gaza para o adversário, o movimento Hamas.

Abbas afirmou várias vezes que quer retomar as negociações de paz com Israel.

Autoridades israelenses afirmam que estão preparadas para discutir medidas para fortalecer a confiança, mas não para discutir questões importantes entre os dois lados.

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Nesta segunda-feira, o governo de Israel anunciou que vai libertar 250 prisioneiros palestinos ainda nesta semana.

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, anunciou a libertação durante uma reunião com o presidente palestino Mahmoud Abbas em Jerusalém.

Além da libertação de prisioneiros como um "gesto de boa vontade", Israel liberou recentemente para os palestinos US$ 100 milhões (cerca de R$ 187 milhões) em repasses de impostos que estavam retidos.

O dinheiro vai para o novo governo de Abbas. Israel também ofereceu anistia a 180 militantes do Fatah.

O ex-primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya, do Hamas, criticou as medidas, afirmando que são "subornos políticos" que visam aumentar as divisões entre as facções palestinas.

Mais de 11 mil palestinos estão detidos em prisões israelenses atualmente.