12 de julho, 2007 - 08h36 GMT (05h36 Brasília)
A Anistia Internacional pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) que investigue crimes de guerra que a entidade de defesa dos direitos humanos diz terem sido cometidos tanto por Israel quanto pelo movimento Hezbollah durante a guerra do ano passado no Líbano.
Em relatório que marca um ano do início da guerra, a Anistia advertiu que sem tal inquérito há risco da eclosão de uma nova guerra.
O relatório condenou o Hezbollah por lançar quase 4 mil foguetes em cidades israelenses durante o conflito.
Ele também critica Israel por bombardear áreas civis e pelo uso de bombas de fragmentação.
"Sem um inquérito amplo e imparcial liderado pela ONU que inclua provisões para reparação às vítimas, há um perigo real de a história se repetir", disse Malcolm Smart, da Anistia Internacional.
Soldados capturados
O relatório pede ao Conselho de Segurança da ONU que imponha um embargo de armas a Israel e ao Hezbollah até que "mecanismos estejam instalados para garantir que armas não serão usadas para cometer graves violações das leis humanitárias internacionais".
A Anistia também pediu a Israel que entregue os mapas das áreas no sul do Líbano onde lançou bombas de fragmentação.
E disse que o Hezbollah deveria fornecer informações sobre os dois soldados israelenses que capturou em um ataque do lado israelense da fronteira que iniciou o confronto.
Mais de mil civis - a grande maioria libaneses - foram mortos durante os 34 dias do conflito.
O governo de Israel disse que sua conduta na guerra foi plenamente investigada pelo judiciário independente do país e insiste que respeita os direitos humanos.