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10 de julho, 2007 - 21h27 GMT (18h27 Brasília)

Al-Qaeda condena título dado a Rushdie pela Grã-Bretanha

O vice de Osama Bin Laden na Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, ameaçou retaliação contra a Grã-Bretanha devido à nomeação de Salman Rushdie como cavaleiro da Coroa Britânica pela rainha Elizabeth 2ª.

Em uma gravação de 20 minutos, o líder da Al-Qaeda disse que o grupo está preparando uma "resposta muito precisa".

A gravação foi colocada em uma página da internet usada com freqüência por militantes islâmicos.

O livro Os Versos Satânicos, escrito por Rushdie, provocou polêmica no mundo islâmico em 1989. Um fatwa (decreto) do Irã pediu a morte do escritor.

Se dirigindo ao primeiro-ministro britânico Gordon Brown, Zawahiri disse que a estratégia da Grã-Bretanha no Oriente Médio já "trouxe a tragédia e derrota contra vocês, não apenas no Afeganistão e Iraque, mas também no centro de Londres".

'Insulto'

No discurso - que foi chamado de "Grã-Bretanha Maliciosa e seus Escravos Índios" - Zawahiri teria dado um alerta a Brown: "E se você não entendeu, escute, estamos prontos para repetir para você".

Zawahiri, que é um ex-cirurgião egípcio, seria o arquiteto da ideologia da Al-Qaeda. Ele disse que a honraria dada a Salman Rushdie, nascido na Índia, era um insulto ao Islã.

Em resposta à gravação, o governo britânico disse que o título de cavaleiro da Coroa Britânica era o reflexo da contribuição de Rushdie à literatura.

"O governo já deixou claro que a honra dada a Rushdie não tinha a intenção de insultar o Islã ou o Profeta Maomé", disse um porta-voz do Ministério do Exterior britânico.

O título dado ao escritor também gerou protestos do Irã e no Paquistão.