08 de julho, 2007 - 19h03 GMT (16h03 Brasília)
O ministro de Assuntos Religiosos do Paquistão afirmou neste domingo à BBC que os militantes fizeram mulheres e crianças reféns dentro da mesquita de lau Masjid, a Mesquita Vermelha, de Islamabad.
O ministro Ejaz-ul-Haq disse que os responsáveis são militantes envolvidos com à rede Al-Qaeda e procurados pelas autoridades, que teriam tomado controle da mesquita, que continua cercada por soldados paquistaneses.
O líder da mesquita, Abdul Rashid Ghazi, nega que haja militantes na mesquita e sustenta que só estudantes da escola religiosa dele e ele próprio controlam o local.
Ghazi disse também que ele e seus seguidores preferem cometer suicídio a se render.
Na noite do sábado, um coronel paquistanês foi morto em confrontos com estudantes radicais islâmicos desde terça-feira estão entrincheirados no prédio.
O oficial estaria no comando de uma operação para abrir buracos nas paredes da Mesquita Vermelha, para permitir que não-combatentes presos dentro do local pudessem escapar.
O cerco da mesquita já deixou 21 mortos, e Abdul Rashid Ghazi disse que cerca de 1,8 mil seguidores continuam no prédio, um número que não pode ser confirmado pelas autoridades.
'Casos graves'
No entanto, o ministro ul-Haq disse à BBC de dois a cinco dos militantes entrincheirados na mesquita são procurados por envolvimento em "casos graves".
Ele disse ainda que os militantes têm total controle sobre a mesquita e que Abdul Rashid Ghazi não passaria de um testa-de-ferro dos homens.
Ul-Haq afirmou que as autoridades souberam da presença dos militantes depois que um homem morto no primeiro dia do cerco foi identificado como Maqsood Ahmed, que integraria o Jaish-e-Mohammad, um grupo islâmico radical com vínculos com a al-Qaeda.
Ahmed era procurado por envolvimento na tentativa de assassinato do primeiro-ministro paquistanês Shaukat Aziz na cidade de Attock, em 2004.
O presidente do Paquistão, o general Pervez Musharraf, deu um ultimato no sábado os estudantes confinados na mesquita, dizendo que eles serão mortos se não se entregarem.
Porém até agora o Exército tem evitado usar mais força para tomar o controle da mesquita, por conta da presença de mulheres e crianças no local.