08 de julho, 2007 - 21h59 GMT (18h59 Brasília)
O governo de Israel deu novas mostras neste domingo de estar disposto a retomar a diplomacia com a Autoridade Palestina liderada por Mahmoud Abbas, do Fatah, três semanas depois de o Hamas ter tomado o controle da Faixa de Gaza.
Neste domingo, a ministra do Exterior israelense, Tzipi Livni, se reuniu com o primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, em Jerusalém pela primeira vez desde que assumiu o poder.
Antes do encontro, representantes palestinos afirmaram que vão discutir o plano israelense de libertar 250 prisioneiros palestinos, anunciado também neste domingo.
O governo de Israel disse ainda que receberá uma delegação da Liga Árabe pela primeira vez para discutir o plano de paz árabe rejeitado pelos israelenses há cinco anos.
A libertação de prisioneiros palestinos ligados ao partido Fatah, do presidente Mahmoud Abbas, é vista como uma tentativa israelense de fortalecer o governo de emergência.
'Sangue nas maõs'
O Hamas, que havia eleito a maioria do Parlamento palestino no início do ano passado, controlava o governo com o premiê Ismail Haniya.
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse que os prisioneiros que serão libertados “não têm sangue em suas mãos”, ou seja, não cometeram atentados ou assassinatos.
Ele espera que a medida ajude ainda nos esforços para a libertação de soldados israelenses capturados pelos palestinos.
Cerca de 10 mil prisioneiros palestinos estão atualmente em poder de Israel.
A última vez que Israel soltou um número significativo de prisioneiros palestinos foi em 2005, quando quase 400 foram libertados como parte de um acordo de cessar-fogo.