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07 de julho, 2007 - 12h43 GMT (09h43 Brasília)

Musharraf dá ultimato a radicais em mesquita

O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, deu neste sábado um ultimato aos estudantes radicais islâmicos que permanecem cercados há cinco dias na Mesquita Vermelha, em Islamabad, capital do país.

Musharraf disse que os estudantes serão mortos se não se entregarem.

O presidente afirmou, na TV estatal, que serão tomadas ações militares contra os estudantes se eles não deixarem a mesquita.

Estima-se que centenas de pessoas estejam dentro do complexo da mesquita, embora mais de mil tenham saído do local devido à crescente pressão das forças de segurança.

Sharia

As autoridades paquistanesas afirmam que cerca de 60 dos que ainda estão no local teriam participado na linha de frente da campanha pela imposição da Sharia, a Lei Islâmica, em Islamabad.

Tiros impediram a entrada na mesquita de uma delegação de líderes religiosos. Eles esperavam falar com Abdul Rashid Ghazi, o clérigo que lidera os estudantes em sua confrontação com o Exército.

Ghazi disse que há 1.800 pessoas na mesquita. Ele disse que eles preferem a morte a serem presos.

A polícia paquistanesa também tomou o controle de uma madrassa (escola religiosa) acusada de ser uma base de formação dos radicais que estão na mesquita.

Mortos

Na sexta-feira, as tropas paquistanesas já haviam realizado um ataque contra os estudantes. Veículos blindados avançaram por dois lados da mesquita e soldados explodiram parte de uma parede.

Dois estudantes que aparentemente tentavam deixar a mesquita para se render foram mortos em uma troca de tiros, que também deixou pelo menos dez feridos. O número total de mortos nos confrontos já chega a 21.

Apesar dos ataques de sexta-feira, Musharraf não havia autorizado uma ofensiva mais ampla por temer pela segurança de mulheres e crianças no local.