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02 de julho, 2007 - 01h17 GMT (22h17 Brasília)

Fidel critica abertura de arquivos da CIA

O presidente de Cuba, Fidel Castro, acusou o governo americano de divulgar arquivos secretos que revelam atividades secretas da CIA (agência secreta americana) do passado para disfarçar o fato de que continua a adotar as mesmas práticas, de forma ainda mais "brutal".

Em artigo intitulado "A Máquina de Matar", publicado no jornal "Juventude Rebelde", Fidel escreve que Washington quer dar a entender que os métodos ilegais utilizados pela CIA "pertencem a outra época e já não são mais usados", quando na verdade continuaria a fazer as mesmas coisas" só que de maneira mais brutal e ao redor de todo o planeta".

Documentos secretos revelados pela CIA indicam que a agência formulou um um plano para assassinar Fidel com a ajuda de mafiosos, em 1960.

Os arquivos que permaneceram inacessíveis ao público durante décadas, até a sua divulgação na internet na semana passada, revelam uma série de outras atividades ilegais da CIA entre 1953 e 1973.

Para Fidel, afastado da Presidência por problemas de saúde desde julho do ano passado, a decisão de abrir os documentos é "uma tentativa de dar uma imagem de transparência nos piores momentos de aceitação e popularidade do governo" do presidente George W. Bush.

Segundo o líder cubano, a abertura dos arquivos teria também o objetivo de mostrar "nos preâmbulos do proceso eleitoral, que os governos democratas foram iguais ou piores do que a de Bush".

De acordo com Fidel, "o império criou uma verdadeira máquina de matar constituída não somente pela CIA", já que "Bush converteu todas as forças do ar, mar e terra em instrumentos de poder mundial que levam à guerra, à injustiça, à fome e à morte em qualquer parte do planeta".

De acordo com as informações contidas nos arquivos, o plano de assassinar Fidel foi abortado em 1961 devido à tentativa de invasão da Baía dos Porcos. Parte do plano já havia sido revelada pelo jornalista Jack Anderson, em 1971.