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14 de junho, 2007 - 15h25 GMT (12h25 Brasília)

Síria nega ligação com morte de político libanês

O governo da Síria condenou nesta quinta-feira o assassinato do político libanês Walid Eido, conhecido por suas posições contrárias aos sírios, em um atentado a bomba na capital libanesa, Beirute, na quarta-feira.

Os sírios negam ter participado do atentado e afirmam que as alegações de que a Síria seria responsável pela morte de Eido fazem parte de uma campanha de difamação.

Na parte da manhã, milhares de simpatizantes do governo libanês, alinhado com as potências ocidentais, acompanharam a comitiva fúnebre do político morto pelas ruas da capital.

Leia mais sobre a morte de Walid Eido

Os manifestantes também gritaram o nome de Rafik Hariri, o ex-primeiro ministro libanês cujo assassinato, há dois anos, deu início a uma série de mortes de políticos anti-Síria.

O Líbano declarou luto oficial em homenagem à morte de Eido e de outras nove pessoas, atingidas por uma bomba no bairro de Manara.

Desde 2005, seis políticos anti-Síria já foram assassinados no Líbano.

A Casa Branca divulgou nota oficial em que afirma existir "um claro padrão de assassinatos" de pessoas que se opõem à interferência síria na política libanesa.