13 de junho, 2007 - 14h21 GMT (11h21 Brasília)
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, fez nesta quarta-feira um apelo para que os grupos palestinos rivais Fatah e Hamas suspendam o que chamou de "loucura" - os combates que já deixaram mais de 50 mortos na Faixa de Gaza.
"Isto é loucura. Ninguém está assumindo a responsabilidade pela loucura que está acontecendo em Gaza. Mas qualquer um que ande armado e realize ataques é responsável", disse Abbas, que lidera o Fatah.
"Sem uma interrupção dos combates e tiroteios, acho que a situação em Gaza vai entrar em colapso", afirmou, em declaração reproduzida nas TVs locais.
A ONU, a Liga Árabe e a União Européia pediram também o fim dos confrontos.
Tanto o Hamas quanto o Fatah deram nesta quarta-feira ultimatos mútuos ameaçando retaliações caso o outro lado não levante as armas.
O Hamas deu ao Fatah o prazo até a sexta-feira. Já combatentes do Fatah em Nablus, na Cisjordânia, ameaçaram atacar o Hamas naquela cidade se os confrontos na Faixa de Gaza continuarem.
Postos-chave
Os combates continuaram intensos nesta quarta-feira, com os dois grupos disputando o controle de postos-chave de segurança.
Um prédio do serviço palestino de segurança foi detonado no sul de Gaza, matando diversas pessoas. De acordo com os relatos, a explosão se deu a partir de um túnel embaixo do edifício.
O Fatah afirmou que está boicotando todas as reuniões do gabinete de governo de coalizão com o Hamas até que um cessar-fogo seja implementado.
Na Cidade de Gaza, cerca de 400 pessoas participaram de um protesto exigindo o fim dos confrontos. Mas o protesto foi dispersado por atiradores mascarados do Hamas que dispararam para o alto.
Civis assustados continuam presos em suas casas e as crianças não estão comparecendo às aulas.
Israel, que retirou seus soldados e assentamentos da Faixa de Gaza em 2005, afirma que não vai interferir nos confrontos.
No último mês, o Hamas e o Fatah já declararam trégua sete vezes, mas o anúncio não foi respeitado por nenhum dos lados. Pelo menos 100 pessoas foram mortas nas últimas semanas.