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10 de junho, 2007 - 20h02 GMT (17h02 Brasília)

Partido de Sarkozy deverá ter 'vitória esmagadora'

Projeções feitas depois do primeiro turno das eleições parlamentares francesas - realizado neste domingo - indicam que o partido do presidente recém-eleito, Nicolas Sarkozy, terá uma vitória esmagadora.

Pesquisas prevêem que o partido conservador UMP deverá aumentar sua maioria na câmara baixa do legislativo francês, a Assembléia Nacional. Segundo as projeções, o partido poderia ganhar entre 383 e 501 das 577 cadeiras parlamentares, comparadas com as 359 que tem atualmente.

Analistas afirmam que uma maioria clara poderá permitir que o novo presidente vá em frente com as reformas que propõe.

Sarkozy disse que irá realizar uma sessão especial do legislativo em julho para iniciar o primeiro grupo de reformas políticas. que incluem regras mais duras para imigração e mais liberdade às universidades.

Já no campo econômico, um novo projeto de lei irá propor que horas extras noturnas não sejam sujeitas a impostos e que a cobrança individual de impostos não passe de 50%.

Segundo turno

Os resultados não serão confirmados até depois do segundo turno das eleições parlamentares, em 17 de junho. Realizarão o segundo turno as seções eleitorais cujos candidatos não conseguirem mais de 50% dos votos, com um comparecimento às urnas de pelo menos 25% dos eleitores.

O comparecimento às urnas neste domingo foi de 61%, um percentual bem baixo se comparado ao registrado nas eleições presidenciais, há pouco mais de um mês, de 84%.

"Muitas pessoas estão menos interessadas nas eleições parlamentares porque elas acreditam que não há dúvidas de que Sarkozy irá obter a maioria", disse o eleitor Mikhael Perez, de 48 anos, à agência de notícias Reuters.

O Partido Socialista, cuja candidata presidencial Segolène Royal perdeu para Sarkozy, deve perder cadeiras na assembléia. Atualmente, o partido tem 149 cadeiras e, segundo pesquisas, poderia perder até metade delas.

O líder dos socialistas, François Hollande, disse que irá renunciar, possivelmente para ser substituído por Royal, com quem vive e tem quatro filhos.