05 de junho, 2007 - 16h23 GMT (13h23 Brasília)
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, criticou nesta terça-feira o governo da Rússia por "sair dos trilhos" nas promessas de reformas democráticas.
Em um discurso na República Checa, Bush disse que as relações de trabalho com a Rússia e a China são fortes, mas admitiu que existem "grandes diferenças".
O presidente está a caminho da Alemanha para participar do encontro do G8, que corre o risco de ser ofuscado pelo recrudescimento da crise entre Estados Unidos e Rússia.
Ainda nesta terça-feira, Bush disse que a Rússia não deve ter nada a temer do sistema de defesa antimísseis, o principal foco da atual crise.
Já o presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou apontar o seu arsenal para a Europa, caso o sistema americano venha a ser instalado, em uma declaração que muitos compararam à retórica da Guerra Fria.
Dissidentes
No mesmo discurso em Praga, Bush disse também que as relações amistosas com russos e chineses são "complexas".
"Na Rússia, as reformas que foram prometidas para dar mais poder ao povo saíram dos trilhos, com preocupantes implicações para o desenvolvimento democrático."
O presidente americano disse ainda que, embora as sociedades se desenvolvam "em velocidades diferentes", determinados valores democráticos são universais.
Bush também fez um apelo pela "liberação imediata e incondicional" de dissidentes em países como Belarus, Mianmar, Cuba e Vietnã.
Por outro lado, Putin tem afirmado que o governo americano "alterou o equilíbrio estratégico" ao se retirar de forma unilateral, em 2002, do Tratado Antimísseis Balísticos (ABM, na sigla em inglês).