03 de junho, 2007 - 23h31 GMT (20h31 Brasília)
Militantes islâmicos e membros do Exército libanês voltaram a se enfrentar neste domingo à noite perto do campo de refugiados palestinos de Ain al-Hilweh, perto da cidade de Sidon, no leste do Líbano.
O campo de Ain al-Hilweh é o segundo que vem sendo palco de confrontos entre o exército e militantes no Líbano. Há duas semanas, o exército vem atacando o campo de Nahr el-Bared, perto da cidade de Trípoli (norte do país), onde estão militantes do grupo militante islâmico Fatah al-Islam.
Os confrontos no campo mais ao sul envolvem membros do grupo Jund al-Sham e começaram neste domingo, quando militantes do grupo atacaram um posto do exército perto do campo de Ain al-Hilweh.
Ainda não está claro se a violência perto de Tiro tem ligação com os choques no campo de refugiados perto de Trípoli.
Segundo a agência de notícias Associated Press, neste domingo à noite, militantes atacaram de novo um posto e pelo menos cinco pessoas ficaram feridas.
No norte do Líbano, os conflitos entre militantes e o Exército já mataram mais de cem pessoas entre civis, soldados e insurgentes.
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Semelhanças
A correspondente da BBC no Líbano Kim Ghattas disse que os membros do Jun al-Sham têm semelhanças com os militantes em Nahr al-Bared.
Segundo Ghattas, ainda que a violência no campo de refugiados do sul não se espalhe, ela evidencia o perigo enfrentado pelo governo libanês, que pela primeira vez tenta enfrentar o problema dos grupos armados no país.
Desde o início da ofensiva em Nahr el-Bared, temíasse que os confrontos se espalhassem para outros campos de refugiados palestinos no país.
Há dez dias, o Fatah al-Islam divulgou uma mensagem conclamando muçulmanos sunitas a mostrar apoio ao grupo.
Em Nahr el-Bared, há relatos de que o exército libanês tomou e destruiu posições dominadas pelos militantes e já controlaria vastas áreas do campo de refugiados.
Mas os militantes negam a informação e prometem continuar lutando até o fim.