29 de maio, 2007 - 06h10 GMT (03h10 Brasília)
O ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, foi o principal derrotado nas eleições desta segunda-feira para a liderança do Partido Trabalhista.
Com a saída de Peretz da presidência do partido, o futuro da coalizão que governa Israel se tornou incerto.
Peretz recebeu apenas 22% dos votos, ficando bem atrás dos dois primeiros colocados, o ex-primeiro-ministro Ehud Barak e o ex-chefe do Serviço de Segurança Ami Ayalon, que disputarão o segundo turno dentro de duas semanas.
Tanto Barak como Ayalon ameaçaram retirar o Partido Trabalhista da coalizão que sustenta o primeiro-ministro, Ehud Olmert.
O premiê vem enfrentando crescente pressão desde a divulgação de um relatório que critica a forma como conduziu a guerra no Líbano em 2006.
No cargo de ministro da Defesa, Peretz também tem sido alvo de pressões.
De acordo com a agência de notícias Associated Press, Peretz já havia anunciado antes da eleição que pretendia renunciar ao cargo de ministro da Defesa, independentemente do resultado final.
A disputa pela liderança no Partido Trabalhista de Israel é vista como a mais importante em 15 anos de história da sigla.
Disputa acirrada
O correspondente da BBC em Jerusalém Mike Sergeant afirma que a disputa entre Barak e Ayalon é muito acirrada e que é impossível prever um resultado.
Autoridades do partido Trabalhista disseram que pelo menos 58% dos mais de 103 mil filiados votaram nas eleições para liderança do partido.
Barak, que serviu como primeiro-ministro de Israel entre 1999 e 2001, é o nome mais conhecido na disputa. Em seus dois anos como premiê, Israel retirou suas tropas do Líbano e o país assistiu ao começo de uma intifada palestina.
Barak ainda tem muitos inimigos em Israel e dentro do seu partido, de acordo com o correspondente da BBC.
Ele é acusado de ser arrogante e de se recusar a ouvir conselhos de seus assessores. Barak tem dito em sua campanha que é “um homem mudado”.
Ayalon é relativamente novo no cenário político israelense. Ele está no Parlamento há apenas um ano. Segundo o correspondente da BBC, isso contribui para uma imagem de renovação.
Além disso, Ayalon tem experiência em assuntos de segurança, que estão no topo da agenda política do país.