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23 de maio, 2007 - 19h51 GMT (16h51 Brasília)

Futuro de militantes é prisão ou morte, diz ministro libanês

O ministro da Defesa do Líbano, Elias al-Murr, afirmou nesta quarta-feira que os militantes islâmicos que estão entrincheirados no campo de refugiados no norte do país terão de se render ou enfrentar uma ação militar.

Murr disse à rede de televisão Al-Arabiya que não vai negociar com "grupos terroristas e criminosos". "O destino deles é prisão e, se resistirem ao Exército, a morte", afirmou.

Mais cedo, milhares de pessoas aproveitaram uma interrupção na violência entre tropas libanesas e militantes do grupo Fatah al-Islam para fugir do campo de Nahr al-Bared.

Entenda a crise no campo de refugiados no Líbano

De acordo com al-Murr, pelo menos 50 militantes foram mortos no campo desde domingo. Entre eles, estaria Abu Madyan, um dos líderes do Fatah al-Islam.

Integrantes da milícia contestam os números e dizem que não pretendem se render ou se desarmar.

Refugiados que fugiram do campo devido à violência disseram que tiveram de passar dias sem comida ou água. Há também relatos de corpos pelas ruas e estradas.

A imprensa alerta que um cessar-fogo formal não foi combinado e que a violência em Nahr al-Bared pode voltar a qualquer momento.

Na segunda-feira, o governo libanês autorizou o Exército a intensificar suas ações para "acabar com o fenômeno que é estranho aos valores e à natureza do povo palestino".