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19 de maio, 2007 - 19h31 GMT (16h31 Brasília)

Ato reúne milhares contra fechamento de TV venezuelana

Milhares de venezuelanos foram às ruas de Caracas neste sábado para protestar contra o fechamento do canal RCTV (Radio Caracas Televisión).

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse em dezembro que não iria renovar a permissão para o uso da frequência que a empresa utiliza há 53 anos.

Chávez argumentou que a RCTV é um meio de comunicação "antidemocrático" que favorece os interesses privados de uma eleite e, nesta semana, anunciou a criação de um canal de televisão "ao serviço do povo" que ocupará o sinal vago.

Artistas, jornalistas, políticos da oposição e pessoas comuns concentraram-se em uma praça na capital gritando "não ao fechamento da RCTV" e pedindo que o direito de liberdade de expressão seja respeitado pelo governo.

'Totalitarismo'

A RCTV sairá do ar no dia 27 de maio, embora a diretoria da emissora afirme que a concessão venceria apenas em 2022.

"Defendemos a democracia, defendemos a liberdade, defendemos os meios livres independentes como a RCTV ou permitiremos que o presidente derrube o país no precipício do totalitarismo onde nem se quer seus próprios seguidores podem opinar", disse Marcel Granier, diretor-geral da RCTV.

Desde que chegou ao poder em 1999, Chávez fundou vários meios oficiais de informação, como o canal internacional Telesur.

O presidente venezuelano acusa a RCTV e outros meios de comunicação privados de terem participado ou apoiado o golpe de abril de 2002 quando ele ficou 48 horas afastado da Presidência.

Nesta semana, o Tribunal Supremo de Justiça venezuelano descreveu como "inadmissível" um recurso impetrado pela RCTV para suspender judicialmente o cancelamento da concessão do canal.