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15 de maio, 2007 - 04h49 GMT (01h49 Brasília)

Agentes antidrogas são assassinados no México

Dois importantes agentes antidrogas do México foram assassinados em episódios separados atribuídos a traficantes.

O coordenador-geral da principal unidade de informações sobre o crime organizado da Procuradoria Geral da República, José Nemesio Lugo, de 55 anos, foi assassinado a tiros dentro de seu carro, na Cidade do México.

Horas mais tarde, Jorge Altriste, um dos principais oficiais da polícia de Tijuana (cidade que faz fronteira com os Estados Unidos e é considerada um reduto do tráfico de drogas), também foi morto a tiros.

Somente neste ano, cerca de 800 pessoas já morreram no México em crimes relacionados ao tráfico de drogas.

Lugo investigava casos relacionados a drogas e ao crime organizado, além de questões relacionadas à imigração.

Segundo relatos de testemunhas, Lugo se dirigia para o trabalho, no bairro de Coyoacán, no sul da capital mexicana, quando seu carro foi bloqueado por pelo menos três homens armados dirigindo motocicletas, que fugiram do local depois do crime.

Até a noite de segunda-feira, a polícia não havia prendido nenhum suspeito, e as autoridades mexicanas não haviam vinculado diretamente o episódio à atividade de Lugo na procuradoria.

Altriste era chefe de operações de um esquadrão de elite da polícia mexicana em Tijuana.

Seu corpo foi encontrado com três tiros na cabeça, conforme a agência de notícias Reuters. O corpo também apresentava sinais de tortura.

Tijuana é um importante ponto de entrada de drogas nos Estados Unidos e se tornou palco de batalhas cada vez mais violentas entre cartéis de drogas rivais.

Os cartéis de drogas são acusados de muitas mortes no México.

Em dezembro do ano passado, o presidente Felipe Calderón lançou uma ofensiva contra o crime organizado e o narcotráfico. O plano incluiu o deslocamento de 25 mil soldados em todo o território mexicano.

Em janeiro, foram enviados mais de 3 mil soldados para Tijuana com o objetivo de ajudar na luta contra a violência causada pelo tráfico e pela rivalidade entre gangues.

Outros 7 mil soldados já haviam sido enviados para o Estado de Michoacán.

No entanto, até agora, o plano não conseguiu acabar com a violência.

A onda de violência dos últimos dias inclui o assassinato de quatro guarda-costas dos filhos do governador do estado do México e o desaparecimento de dois jornalistas da TV Azteca.