15 de maio, 2007 - 19h48 GMT (16h48 Brasília)
A Cruz Vermelha Internacional acusa Israel de violar leis internacionais e de transformar Jerusalém para favorecer seus interesses em um relatório vazado para a imprensa.
O relatório da Cruz Vermelha afirma que a política de Israel tem conseqüências de longo alcance para palestinos que vivem sob a ocupação do leste de Jerusalém.
Israel capturou o leste da cidade em 1967 e o território é visto como terra ocupada, segundo as leis internacionais. Mas o governo israelense rejeita a definição e afirma que, por isso, a premissa do relatório é errada.
O relatório ainda diz que Israel demonstra "indiferença generalizada" por suas obrigações sob as leis internacionais e humanitárias e em relação às leis de ocupação militar em particular.
Violações que mudam o status do leste de Jerusalém, segundo o documento, incluem a barreira da Cisjordânia, um círculo exterior de assentamentos israelenses em volta da cidade e estradas para conectar bairros israelenses e assentamentos.
Um porta-voz da Cruz Vermelha Internacional confirmou que os trechos divulgados em um jornal dos Estados Unidos são de um relatório confidencial transmitido em fevereiro de 2007 para Israel e outros governos.
40 anos
O vazamento das informações ocorre um dia antes de Israel marcar os 40 anos, segundo o calendário judaico, desde a captura do leste de Jerusalém do controle jordaniano, na guerra de 1967.
"Rejeitamos a premissa do relatório. O leste de Jerusalém não é terra ocupada, é parte de Israel. Todas as pessoas que vivem lá receberam oferta de cidadania israelense completa", disse Mark Regev, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.
As medidas unilaterais em Jerusalém foram condenadas por várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
Embaixadores dos Estados Unidos e da União Européia boicotaram cerimônias de preparativos para o Dia de Jerusalém em Israel, na quarta-feira, argumentando que o status da cidade deveria ser determinado por negociações com os palestinos.