07 de maio, 2007 - 17h34 GMT (14h34 Brasília)
Um importante assessor do presidente do Banco Mundial (Bird), Paul Wolfowitz, anunciou nesta segunda-feira que pediu para deixar o cargo.
Kevin Kellems afirmou que o escândalo em que Wolfowitz está envolvido dificultou sua permanência na instituição, em Washington.
O presidento do Banco Mundial tem sofrido forte pressão para renunciar devido ao escândalo que envolve sua participação na promoção e transferência de sua namorada, que trabalhava na instituição até setembro de 2005.
A namorada de Wolfowitz foi transferida para o Departamento de Estado americano pouco após ele assumir a presidência do Bird.
Com a transferência, ela teria recebido um elevado aumento, de US$ 61 mil, e teria passado a receber um salário anual de mais de US$ 193 mil.
'Liderança'
Kellems, que também trabalhou com Wolfowitz no Pentágono, deve deixar o cargo na próxima semana.
"Dado o atual ambiente que cerca a liderança do Banco Mundial, está muito difícil ser eficiente para ajudar a instituição a avançar com sua missão", disse Kellems.
"Tenho um tremendo respeito e admiração pelos funcionários do banco e por sua gerência", acrescentou.
A saída de Kellems ocorre em um ponto crucial na investigação para saber se Wolfowitz agiu de maneira apropriada ao dar a autorização para a promoção e o aumento de salário à sua namorada.