03 de maio, 2007 - 20h42 GMT (17h42 Brasília)
Dezenas de milhares de israelenses tomaram nesta quinta-feira uma praça em Tel Aviv para pedir a renúncia do primeiro-ministro Ehud Olmert, acusado de falhas na condução da guerra contra o Hezbollah, no ano passado.
A manifestação desta quinta-feira reuniu simpatizantes de diferentes tendências políticas e religiosas de Israel e aumenta a pressão sobre Olmert, que prometeu adotar as propostas de um relatório sobre a guerra, mas não deixar o poder.
Há três dias, o relatório, lançado após uma investigação de seis meses, disse que o primeiro-ministro cometeu "sérias falhas de julgamento, responsabilidade e prudência" ao lançar a guerra.
Horas antes da manifestação, o Parlamento israelense realizou uma sessão extraordinária para discutir o relatório.
Na sessão, vários políticos, incluindo o líder de oposição e ex-primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, pediram a renúncia de Olmert.
No entanto, os membros do Kadima, o partido do primeiro-ministro, se uniram para garantir que Olmert não enfrentasse um voto de confiança.
Na quarta-feira, a ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, pediu que o primeiro-ministro renunciasse.