01 de maio, 2007 - 17h37 GMT (14h37 Brasília)
O tribunal constitucional da Turquia anulou nesta terça-feira o primeiro turno da eleição presidencial do país, alegando que o Parlamento não tinha quorum suficiente no dia da votação.
O único candidato, o atual ministro das Relações Exteriores, Abdullah Gul, foi eleito na sexta-feira com voto dos parlamentares. Ele é apoiado pelo governo.
A corte aceitou, no entanto, o argumento da oposição de que seria necessária a presença de dois terços dos parlamentares no pleito para que o resultado seja validado.
Os deputados da oposição também acusam Abdullah Gul de ter uma agenda voltada para políticas islâmicas. Ele nega as acusações.
Decisão final
A decisão da corte não pode ser revogada. A imprensa internacional afirma que o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, pode indicar um candidato diferente para o pleito ou convocar eleições gerais.
Gul e Erdogan fazem parte do partido AK, de raízes islâmicas, que controla o Executivo e o Parlamento.
Na sexta-feira, o Exército turco havia manifestado preocupação com o resultado das eleições. As Forças Armadas do país afirmaram que defenderão o legado de Mustafá Ataturk de separação entre Estado e religião.
No domingo, milhares de pessoas protestaram em Istambul. O primeiro-ministro foi à televisão no dia seguinte para pedir união nacional aos turcos.