01 de maio, 2007 - 04h37 GMT (01h37 Brasília)
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta segunda-feira que pretende formalizar a saída de seu país do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (Bird).
Em um discurso para marcar o início das celebrações do Dia do Trabalho, comemorado nesta terça-feira, Chávez disse que quer que a saída ocorra o mais rápido possível.
Como a Venezuela já saldou sua dívida com o Banco Mundial e o FMI, a retirada é considerada um gesto simbólico.
"Nós não precisamos ir a Washington... nós vamos sair", disse Chávez. "Vamos nos retirar antes que eles nos roubem."
Chávez disse que orientou o ministro da Economia, Rodrigo Cabezas, a dar início aos procedimentos formais para a retirada da Venezuela dos dois organismos internacionais.
O presidente afirmou ainda que a Venezuela vai exigir que o FMI e o Banco Mundial paguem o dinheiro que devem ao país - uma referência, acreditam correspondentes, a contribuições pagas pelos países membros aos organismos.
Chávez é o idealizador - ao lado do presidente argentino, Néstor Kirchner -, do projeto de criação do Banco do Sul, que seria uma espécie de resposta sul-americana ao FMI e ao Banco Mundial.
O presidente equatoriano, Rafael Correa, também já falou em deixar o FMI, e recentemente expulsou os representantes do Banco Mundial do Equador.
Durante o discurso, Chávez anunciou ainda um aumento de quase 20% no salário mínimo mensal na Venezuela.